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Associações ambientalistas apresentam os 10 testes verdes para a Presidência Portuguesa da UE

No início de cada Presidência, o movimento ambientalista europeu, através da sua organização chapéu – a confederação europeia das organizações não-governamentais de ambiente (ONGA), European Environmental Bureau - EEB, que representa mais de 160 organizações, e da qual fazem parte as ONGA portuguesas GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, LPN – Liga para a Proteção da Natureza, Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza e ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, apresenta os Dez Testes Verdes à Presidência Portuguesa do Conselho Europeu. As ONGA portuguesas fizeram chegar ao Governo Português e a todos os seus Ministros e ao Presidente da República um memorando para a Presidência Portuguesa da União Europeia (incluindo os Dez Testes Verdes).

Para a Presidência Portuguesa foram identificados os seguintes Dez Testes Verdes.

  1. Impulsionar uma transição justa para uma Europa sustentável e resiliente
  2. Catalisar a transição verde através do Quadro Financeiro Plurianual (MFF), do Pacote de Recuperação e da Reforma Fiscal
  3. Dar resposta à emergência climática e promover a mobilidade sustentável
  4. Inverter a perda dramática da biodiversidade em terra, na água doce e nos oceanos e investir na resiliência dos nossos ecossistemas
  5. Iniciar uma transição para uma alimentação e uma agricultura sustentáveis
  6.  Promover um objetivo de poluição zero - água limpa e ar limpo para todos
  7.  Limpar a produção industrial: rumo a uma indústria circular, descarbonizada e com zero emissões
  8. Apelar a um ambiente livre de tóxicos e uma ambiciosa Estratégia de Produtos Químicos para Sustentabilidade
  9. Reforçar a responsabilidade e o Estado de Direito
  10. Promover a Solidariedade Europeia, o bem-estar e a justiça social e ambiental

As organizações portuguesas que fazem parte do EEB – GEOTA, LPN Quercus e ZERO – apelam a que Portugal aproveite este momento para liderar pelo exemplo, através das suas políticas nacionais, e reiteram que estão disponíveis para trabalhar diretamente com a Presidência Portuguesa da UE e estimular a participação de organizações congéneres noutros países, para apoiar uma Presidência bem-sucedida que possa avançar várias etapas na transição para uma vivência dentro dos limites do nosso único planeta.